domingo, 30 de novembro de 2008


O destino decide quem vamos encontrar na vida, as atitudes decidem quem vai ficar.....

Os ventos que as vezes levam algo que amamos sao os mesmos ventos que nos trazem algo que aprendemos a amar.Por isso nao devemos chorar pelo que nos foi tirado,e sim aprender a amar o que nos foi dado,pois tudo que é realmente nosso o vento nunca ira levar"

Abandone-se, tente tudo suavemente, não se esforce por conseguir - esqueça completamente o que aconteceu e tudo voltará com naturalidade“..( Clarice Lispector )

É também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é....

(Clarice Lispector)

Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Amor é a grande desilusão de tudo mais. Amor é finalmente a pobreza. Amor é não ter inclusive amor É a desilusão do que se pensava que era amor. Amor não é prêmio por isso não envaidece”. ( Clarice Lispector )

Não há homem ou mulher que por acaso não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como a um objeto a ser olhado. A isto se chamaria talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na figura exterior [...] (Clarice Lispector)

sábado, 29 de novembro de 2008


"A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida, a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior, e não existe palavra que a signifique (Clarice Lispector)

A vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora.( Clarice Lispector)

MOMENTO DE POESIA MUSICAL....


letra da musica :Noturno
cantor :Fagner
Composição: Graco / Caio Sílvio

O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silêncio Mas deixaram suas marcas...
Se hoje sou deserto É que eu não sabia Que as flores com o tempo Perdem a força E a ventania Vem mais forte...

Hoje só acredito No pulsar das minhas veias E aquela luz que havia Em cada ponto de partida Há muito me deixou Há muito me deixou..

.Ai, Coração alado Desfolharei meus olhos Nesse escuro véu Não acredito mais No fogo ingênuo, da paixão são tantas ilusões Perdidas na lembrança...

Nessa estrada Só quem pode me seguir Sou eu!Sou eu! Sou eu!...

Hoje só acredito No pulsar das minhas veias E aquela luz que havia Em cada ponto de partida Há muito me deixou Há muito me deixou...

Ai, Coração alado Desfolharei meus olhos Nesse escuro véu

Não acredito maisNo fogo ingênuo, da paixão São tantas ilusões Perdidas na lembrança...

Nessa estrada Só quem pode me seguir Sou eu! Sou eu! Sou eu! Sou eu!...

Ai, Coração alado Desfolharei meus olhos Nesse escuro véu Não acredito mais No fôgo ingênuo, da paixão São tantas ilusões Perdidas na lembrança...
estrada Só quem pode me seguirSou eu!Sou eu! Sou eu! Sou eu!...

sábado, 22 de novembro de 2008





"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."(Clarice Lispector)

Te­nho que ter paciência para não me perder dentro de mim: vivo me perdendo de vista. Preciso de paciência porque sou vários caminhos, inclusive o fatal beco-sem-saída”. Clarice Lispecto

Eu sou nostálgica demais, pareço ter perdido uma coisa não se sabe onde e quando”. Clarice Lispector



Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada”. (Clarice Lispector )

Não sei se quero descansar,por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir”. Clarice Lispector .

segunda-feira, 17 de novembro de 2008


“Sempre conservei uma aspa à esquerda e à direita de mim” (CLARICE LISPECTOR)

"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus."



"Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por que dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma."



"Ser um ser permissível a si mesmo é a glória de existir."



"Perder-se significa ir achando e nem saber o que fazer do que se for achando."



"Tudo o que poderia existir, já existe. Nada mais pode ser criado senão revelado."




(CLARICE LISPECTOR)


Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
(Clarice Lispector)



Algo está sempre por acontecer.
O imprevisto improvisado e fatal me fascina.
Já entrei contigo em comunicação tão forte que deixei de existir sendo.
Você tornou-se um eu.
É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas.
É tão silencioso.
Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois?
Dificílimo contar: olhei para você fixamente por uns instantes.
Tais momentos são o meu segredo.
Houve o que se chama de comunhão perfeita.
Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada."
(Clarice Lispector )

"A raiva, eu sei, eu tenho que saber neste minuto raro de escolha... A minha raiva é o reverso de meu amor. Tudo, tudo por medo de prostrar aos Teus pés e aos pés anônimos do "outro" que sempre Te apresentou.

Que rei sou eu que não se curva?Tenho que escolher entre a quebra do orgulho e o amor correnteza da ignorância e da doçura.A minha verdade antiga ainda me serve?Sei que amar é mais lento e a urgência me consome.Cobre minha fúria com Teu amor, já que também eu sei que a minha ira é apenas não amar, a minha ira é arcar com a intolerável responsabilidade de não ser uma erva.

Sou uma erva que se sente onipotente e se assusta.Tira de mim a falsa onipotência destruidora, não deixa que a ferida que abriram em mim signifique ferida aberta por Ti. Faz com que neste instante de escolha eu entenda que aquele que fere está no mesmo pecado que eu: no orgulho que leva à ira, e portanto ele fere assim como estou querendo ferir só porque não acredita, só porque não confia, só porque se sente um rei espoliado.

Ajuda aos que sofrem de ira porque eles estão apenas precisando se entregar a Ti. Mas como Tua grandeza me é incompreensível, faz com que Tu te apresentes a mim sob uma forma que eu entenda: sob a forma do pai, da mãe, do amigo, do irmão, do amante, do filho.

Ira, transforma-te em mim em perdão, já que és o sofrimento de não amar."(CLARICE LISPECTOR)

É no neutro do amor que está uma alegria contínua,como um barulho de folhas ao vento.

E eu cabia na nudez neutra da mulher na parede

O que é Deus estava mais no barulho neutro das folhas ao vento que na minha prece humana. Então vê, meu amor, a verdade não pode ser má. A verdade é o que é.Eu estava habituada somente a transcender.

Esperança pra mim era adiamento. Eu nunca havia deixado minha alma livre.E descobri que não é necessário sequer ter esperança.

Porque as coisas são o que são.Basta saber isso. (CLARICE LISPECTOR)

Meu Deus, me dê a coragemde viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,todos vazios de Tua presença.Me dê a coragem de considerar esse vaziocomo uma plenitude.Faça com que eu seja a Tua amante humilde,entrelaçada a Ti em êxtase.Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala.Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.Faça com que a solidão não me destrua.Faça com que minha solidão me sirva de companhia.Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.Receba em teus braços meu pecado de pensar.(Clarice Lispector)

domingo, 16 de novembro de 2008


Eu amo o amor. O amor é vermelho.O ciúme é verde. Meus olhos são verdes.Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros.Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber. À extremidade de mim estou eu.Eu, implorante, eu a que necessita,a que pede, a que chora, a que se lamenta.Mas a que canta. A que diz palavras.Palavras ao vento? que importa, os ventosas trazem de novo e eu as possuo. Eu à beira do vento. O morro dos ventos uivantes me chama. Vou, bruxa que sou.E me transmuto. Oh, cachorro, cadê tua alma?está à beira de teu corpo?Eu estou à beira de meu corpo.E feneço lentamente. Que estou eu a dizer? Estou dizendo amor.E à beira do amor estamos nós..." (Clarice Lispector)

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